sábado, 11 de julho de 2009

1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais - Curitiba/2009


Repassando informações:

"Grupo curitibano e Moro Comunicação promovem a 1ª Mostra Internacional de Cinema pelos Direitos dos Animais.

A iniciativa surgiu durante uma reunião do GrupoCury da Sociedade Vegetariana Brasileira, coordenado por Ricardo Laurino. O grupo curitibano se reune a cada 15 dias para discutir e colocar em prática ações em favor dos direitos dos animais.
A 1ª Mostra Animal exibirá pela primeira vez em sala de cinema curitibana o controverso documentário longa-metragem Earthlings (Terráqueos), produção independente que tem como narrador o ator Joaquin Phoenix.

A programação também exibirá curtas e médias-metragens brasileiros, como os filmes do Instituto Nina Rosa. Também está confirmada a exibição de títulos estrageiros como Meath the Truth, documentário sobre o aquecimento global feito pela deputada do 1º Partido pelos Animais nos Países Baixos, Marianne Thimmer.

“A intenção da Mostra vai muito além de falar sobre o vegetarianismo. Estaremos falando sobre meio ambiente e os impactos da produção industrial de alimentos, roupas, medicamentos e outros produtos, debatendo possíveis soluções para a sustentabilidade e respeito aos seres vivos. O vegetarianismo é uma consequência dessa reflexão." diz a coordenadora do projeto Bianca Dantas.

A Mostra acontecerá dias 29 e 30 de agosto na Cinemateca das 15h às 21h.

A programação poderá ser encontrada no blog: http://mostraanimal.blogspot.com

Também haverá palestras e debates sobre sustentabilidade, direitos dos animais, alimentação e filosofia vegetariana".

Serviço:
1ª Mostra Animal
Dias: 29 e 30 de agosto
Programações a partir das 15h
Cinemateca
Rua. Pres Carlos Cavalcanti, 1174
Mais Informações
(41)3019-8857/3013-4163

Todas essas informações bem como o texto foram extraídos de:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=14754687771250356257

sexta-feira, 10 de julho de 2009

350, divulgue essa idéia!

FOLHA – As pessoas comuns já sabem o que “350″ significa?
BILL MCKIBBEN - Não, ainda não. Elas precisam entender que é uma forma abreviada de dizer “segurança climática”.

FOLHA – De onde o grupo tirou essa informação?
MCKIBBEN -
De um estudo de James Hansen, da Nasa, e sua equipe. Quando o gelo do Ártico derreteu tão rápido no verão de 2007, cientistas constataram que qualquer quantidade de carbono na atmosfera que exceda 350 partes por milhão é demais. E isso é uma má notícia, porque agora já estamos em 387 partes por milhão e em crescimento constante. O mundo é como um paciente que vai ao médico e ouve: “Sua pressão está muito alta”. Sem reduzi-la, pode ocorrer acidente vascular cerebral. E o planeta já começou a ter AVCs -é por isso que o Ártico está derretendo, que grandes secas já atingiram muitas partes do mundo, que os mosquitos da dengue têm se alastrado tão rápido.

FOLHA – E como vão disseminar o número para o mundo?
MCKIBBEN -
Além do site (www.350.org), no dia 24 de outubro, que é o Dia Internacional da Ação Climática, faremos milhares de protestos criativos para comunicar esse número [até agora existem 573 ações inscritas, em 50 países]. Teremos alpinistas no alto do Himalaia, 350 mergulhadores na Grande Barreira de Corais [Austrália], manifestações na ilha de Páscoa. E que tal ter 350 cariocas de biquíni darem o recado na praia de Ipanema? Ou 350 ciclistas nas maravilhosas ciclovias de Curitiba?

FOLHA – Seu livro “Hope, Human and Wild” (Esperança, Humana e Selvagem) fala sobre Curitiba. Qual é a sua opinião sobre a cidade?
MCKIBBEN -
Foi um prazer mostrar Curitiba para o resto do mundo. O que mais gosto de lá é que é um lugar que conseguiu ser profundamente ambiental sem ter isso como objetivo. A meta parecia ser fazer a cidade funcionar, mas foi útil para o ambiente. Um bom sistema de ônibus faz com que as pessoas se movam melhor sem carros.
Mas, como é realmente bom, até as pessoas que podem comprar um veículo começam a usar o transporte público porque é fácil e prazeroso.

FOLHA – O Brasil pretende dobrar o número de termelétricas em dez anos. O que acha da ideia?
MCKIBBEN -
Como planeta, nós temos de nos livrar dos combustíveis fósseis o mais rápido possível. Parte disso significa não construir mais usinas movidas a combustíveis fósseis. Nos EUA, temos tido sucesso em impedir novas usinas a carvão. Não é justo para o Brasil, China e Índia deixar de fazer o que as nações ricas fizeram. Mas a física e a química do aquecimento global mostram que não temos outra escolha. A única cura para essa injustiça é ter certeza de que as nações ricas irão fornecer alguns subsídios que permitam aos países em desenvolvimento evitar os combustíveis fósseis e encontrar outras fontes de energia.

FOLHA – Qual é a sua contribuição pessoal contra o aquecimento?
MCKIBBEN -
Tenho painéis solares no telhado, para energia e água quente. Dirijo o primeiro carro híbrido da Honda no meu Estado [Vermont, EUA]. Procuro comer alimentos locais.
Mas a verdade é que estarei no avião boa parte do ano, tentando coordenar essa grande campanha global para combater a mudança climática. Por isso, minha pegada de carbono neste ano será muito muito grande.

FOLHA – O sr. acha que Obama terá sucesso em tornar os EUA engajados na questão do clima?
MCKIBBEN -
Obama claramente quer fazer algo. A luta será no Congresso, onde os interesses da indústria de energia são muito fortes. É seguro afirmar que a Câmara dos Representantes e o Senado não farão o suficiente. Mas temos que fazer algo digno de crédito, para pelo menos iniciar o processo.

*** Revisado por Ane Patrícia Flora